Quarta-feira, 30 de Novembro de 2005

Jamais pensei olhar para ti assim

Jamais pensei olhar para ti assim
Com enorme desejo
De simplesmente te ter perto de mim
Tantas mulheres que conheci
Belas, inteligentes sorridentes e cheirosas
Com mais nenhuma assim me senti
Com tamanha vontade
De te deitar em leito de rosas
Cantando para ti um poema meu
No qual nada diria
A não ser que sou completamente teu.


Não como funciona esta atracção
Que sinto dentro de mim
E que grita por não ser uma ilusão.
Embalar-te-ia numa suave dança
Na qual a tua cabeça
Encostada no meu ombro
Daria a este sentimento esperança
Esperança que um dia seria teu
E de que um dia serias minha
Que existira apenas tu e eu
Felizes no nosso amor
Felizes como no céu.

Posted por Lobo Mau às 11:01
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Terça-feira, 29 de Novembro de 2005

Socialização e flexibilidade

Acabado de chegar a casa depois de assistir a uma sessão de Stand-Up Comedy, apercebo-me daquelas coisas que nos são agradáveis e que nos passam ao lado, apenas pelo facto de termos preguiça de as procurar ou por não estar incluído nos rituais do grupo de pessoas com quem partilhamos a maioria das nossas 24 que um dia possui.
Lembro-me de ser um “miúdo” de 16 anos que era algo de revolucionário e que se afirmava parte do elemento intelectual da sociedade, afirmando que os prazeres socialmente generalizados seria algo que nessa data e sempre me iriam repugnar, prazeres estes tais como exemplo as noitadas em discotecas, o ir para a esplanada tomar café ou beber uma cerveja com o pessoal, situações deste género…
Hoje que já me encontro no mercado de trabalho e de certa forma esse facto me faz observar um mundo de outros olhos, um mundo no qual por vezes as necessidades básicas para uma família subsistir se me apresentam de uma forma mais real, apercebo-me que não fiquei invulnerável a este processo de socialização mesmo com tanta relutância que apresentava à uns anos atrás. Por vezes decidimos aceitar certos hábitos, apenas pelo facto de inicialmente nos facilitarem o dia a dia ou nos serem proveitosos para transmitir-mos aquilo que pretendemos… Hoje com 24 anos, gosto de sair para uma disco, para beber o meu copo e ouvir uma musica, gosto de sair do trabalho com os meus colegas e sentar-me na esplanada do Aeroporto e ali beber uma cervejinha ou beber um café com os colegas, aproveitando o facto de poder partilhar certas outras opiniões, quer pessoais, quer profissionais, que o próprio ritual torna menos formais e talvez por tal bem mais fáceis de transmitir.
Á uns anos atrás diria que teria sido corrompido pelos processos que condenava, mas hoje com uma visão mais alargada do que se passa realmente no mundo, constato que o problema não é o que se faz, mas sim a intenção com que se o faz. O problema não é ir beber o copo com os colegas, mas sim ir sem ter propósito próprio, ir porque os outros vão e seguir assim a maré. O que realmente lamento é o facto de eu e tantas pessoas, tal como eu, por vezes não manterem uma maior curiosidade em relação ao que se nos apresenta dentro daquela realidade pequena que nos rodeia e que tende a ser fechada. É necessário ter uma certa curiosidade saudável para procurar algo de novo, explorar um pouco, e arriscar outro tanto para podermos assim alargar essa nossa realidade e com isso, a dos que nos rodeiam.

Posted por Lobo Mau às 18:49
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Segunda-feira, 28 de Novembro de 2005

Ultima Visão

Enquanto tirava do meu flanco a flecha que ai tinha alojada, senti que o seu veneno já se espalhava pelo meu corpo, entorpecendo-me os sentido e retirando-me a força nas pernas. Sentei-me e encostei a minha nuca ao pescoço da minha montada que se jazia no chão atrás de mim. De visão turva olhei para o céu e vislumbrei o teu semblante nítido e distinto como se ali estivesses à minha frente a flutuar no ar. Com um sorriso que me surgiu nos lábios, contemplei as curvas do teu rosto, tuas redondas bochechas, e a imensidão dos teus olhos grandes e rasgados, teus lábios vermelhos e carnudos que encantadoramente se encontravam semi-cerrados, pareciam-me murmurar palavras de serenidade. Estavas com um vestido azul tão simples e belo como tu, e com o vento que se fazia sentir, este colava-se ao teu corpo, tornando perceptível a beleza das tuas coxas fortes mas delicadas. Tua cintura estava adornada de um cinto, no qual trazias à fivela o nosso brasão, concebido pelos dois no dia em que unimos as nossas vidas como uma apenas. Neste momento, levantas os teus braços, chamando-me para um abraço, solto o escudo e apoio-me com as minhas restantes forças sobre a espada tentando uma ultima vez abraçar-te… No entanto o meu corpo já havia cedido e apenas a mente divagava, e novamente com um sorriso nos lábios vou ao teu encontro nesse outro plano celestial que é o teu… Minha Musa!

Posted por Lobo Mau às 08:57
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Sexta-feira, 25 de Novembro de 2005

Sentado no pedregulho que se encontra no topo do velho morro

Sentado no pedregulho que se encontra no topo do velho morro, contemplei a vida lá em baixo na cidade a prosseguir como normalmente. De cá de cima tudo parecia tão calmo, os problemas do dia-a-dia pareciam dissolvidos pelo movimento dos corpos, quer metálicos quer humanos. Visto de cima o mundo parece mais belo mais constante e mais aconchegante. Após me aperceber da realidade desta forma, tentei imaginar esta visão aliada à liberdade sentida mesmo pelo menor dos pássaros, a liberdade de voar e de deixar toda a preocupação lá em baixo…
Sentado no pedregulho que se encontra no topo do velho morro, assim contemplei a vida e a liberdade, mas no entanto preencheu-me um sentimento de abandono, um sentimento que como se fosse uma voz, me incitava a descer e a enfrentar a confusão e a crueldade do dia a dia, pois se eu que tinha noção de que o mundo podia ser melhor, ganha-se asas e voa-se para longe, quem mais tomaria a iniciativa de tornar o mundo lá em baixo igual ao que eu vislumbrava de cá de cima? A iniciativa tinha que começar em mim, eu teria que descer e levar comigo a visão da beleza que era possível conquistar, era a minha responsabilidade e dever para com os outros que infelizmente não haviam ainda vislumbrado a imagem que meus olhos haviam capturado.
Sentado no pedregulho que se encontra no topo do velho morro, enchi o peito de ar fresco e puro e resoluto iniciei a minha marcha de descida do morro, de forma a poder partilhar a minha visão ali obtida e de poder torna-la uma realidade perene.

Posted por Lobo Mau às 13:53
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Quinta-feira, 24 de Novembro de 2005

Estado Ébrio

O estado ébrio é uma dadiva dos deuses… Desde tempos imemoráveis os nossos antepassados a ele recorram para poderem celebrar a vida ou a morte e hoje ainda se mantém essa realidade.
No estado ébrio, o mais simples movimento se torna complexo, e a atitude7movimento mais complexo se torna simples… neste estado tudo se torna relativo, sem ter maior ou menor importância no nosso dia a dia ou vida… No estado ébrio somos capazes de ser os maiores heróis ou os maiores covardes… A clareza de espírito que o estado ébrio nos apresenta é algo que nos alivia da pressão do dia a dia corrupto e inflamável que vivemos…
Na característica pessoal o estado ébrio não ajuda o dia a dia, mas no entanto de vez em quando liberta a mente da sobre-carga à qual a sujeito, queimando umas tantas células cerebrais de modo a que o meu raciocínio fica mais lento e gradualmente a minha percepção do mundo diminui… Houve tempos em que me recriminaria por tal facto, mas na realidade actual, tal facto torna-se uma bênção pois embora Ateu agradeço o facto de poder ficar menos perceptivo e como tal levar uma vida mais desentulhada…
No meio de tudo isto, surge a questão…. No estado ébrio podemos ser aquilo que os outros desejam, e um pouco do que nós mesmos desejaríamos para nós, no entanto, não soluciona o nosso dilema do dia a dia que é viver com a realidade… O estado ébrio é uma bênção mas como todas as outras deve de ser avaliada, ponderada e usada com conta peso e medida…

Assinado:

EU… Ébrio… Diogo Ferreira

Posted por Lobo Mau às 20:05
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