Quarta-feira, 3 de Setembro de 2008

Finalidade dos dias

  Todos os dias acordo, e penso que este poderia ser o meu ultimo. A verdade é que isto não me assusta e dou comigo a pensar que a ideia até é aliviante.

 

  A meio de amigos, no trabalho e para o mundo exterior, sou maior que a vida, aparentemente a minha energia transborda do meu corpo e jorra em divertimento e cuidados com os outros.

 

  Mas a verdade é que ao fim do dia, sozinho, comigo apenas, a triste conclusão aterra em mim como se de um soco se trata-se, amanhã será outro dia, mais um dia sem rumo ou sem destino, sem alegria a não ser aquela que transmito aos outros, mas que não levo comigo.

 

  O que me fez ficar assim, penso, ou será que sempre assim fui! Não me recordo de ser uma criança ou um jovem sempre alegre, sempre tive alegria para os outros, mas nunca encontrei a minha.

 

  De que ser continuar quando se sente seco, e que o ultimo dia devia estar mais proximo do que parece estar? Não sou de desistir, ou pelo menos, não enquanto algo ainda depender de mim, e tenho tantos assuntos inacabados...

 

  A verdade é que o fim não me assusta, a minha vida foi honrada e dentro do que me foi possivel, respeitei os outros, ou pelo menos tanto como me respeitaram e merecçiam ser respeitados... Se o final chegasse agora enquanto escrevo estas palavras, iria para o eterno vazio da morte, descançado e em paz.

 

  Só, na minha casa, este sitio no qual me sinto bem e no qual finalmente consigo meditar, chego à conclusão de que tenho de resolver o que tenho pendente, tenho de despachar tudo o que possa concluir e o mais rapido possivel.

 

  Cada dia que passa a vontade de prosseguir é menor, apenas a minha burrice e teimosia, me continuam a empurrar para a frente. Apenas uma coisa espero para me dar paz, tudo o resto é dor, riscos e desalentos.

 

  Tenho alguns poucos amigos, que provavelmente sentiriam alguma falta da minha presença, mas nada é insubstituivel, e eu sou façil de substituir, uma vez que nada de raro trago comigo, nada de especial ofereço aqueles com quem me relaçiono.

 

  Todos os poucos que amo, e que poderei fazer sofrer, sei que iram um dia olhar para o passado e lembrar-me com orgulho, pois eu serei aquele, que errou como um homem, teimosamente ou não assumiu os seus erros, aceitou as consequências e nada mais decidiu esperar.

 

  O fim podia estar mais proximo, mas até lá, nada mais á a fazer do que teimosamente progredir dia a dia, apenas com aquele alento de que um dia, a farsa terminará e poderei ser eu mesmo... O nada a meio do nada!

Posted por Lobo Mau às 23:10
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